Os mesmos tons de cinza, de negros; escuros, claros… Frios. Nublado, escuro, sem cor. Os mesmos sons melancólicos, as mesmas notas pardas; tocadas por dedos sem felicidade, sem tristeza… Apenas timborleando as teclas, brancas e pretas. Sorrisos mentirosos, em tons de rosa. Sorrir para quem sabe talvez sentir o gostinho vermelho da alegria. Nada. Somente um ato sem sentido, cinza claro. Olhos amendoados, brilhantes, há um tom de verde neles? Talvez por causa de suas lágrimas… A mais bela das verdades! Transparentes, sim… Pequenos cristais, porém novamente não há cores ou talvez… Há momentos em que raios de sol são capazes de cruzar seus caminhos; reflexos de azul, verde, vermelho, roxo… As setes cores no espelho d’alma. Qual será o sabor da lágrima, se não por tristeza? Adocicado como deve ser o lilás. Que gosto tem um beijo selado por amor? Nunca os senti… Todos meus beijos foram apenas rubros, luxúria. Azedos. Toques quentes, laranjas como chama mas carinhosos como chocolate ao leite. Nunca os recebi… Apenas pecado, salgados. Cores e sabores errados…

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